quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Mártires: O Sangue convence mais do que palavras



Muitos leem a Bíblia pensando que isso ajuda na compreensão do que é o cristianismo. O fato é que ela foi compilada da forma que é para auxiliar nas missas, os apóstolos que escreveram os textos que lá estão contidos foram de primeira e segunda geração (sendo que os de segunda geração muitas das vezes conviveram com o próprio Jesus Cristo). 


A fé católica não é simplesmente uma questão de "estudo" para se passar a tê-la. Também não se limita a precisão dos relatos! Esta muito mais relacionada (ao meu ver, podem me corrigir) aos indícios fortíssimos de sinceridade dos seguidores do Messias. Exemplo? Os judeus sempre disseram que os cristãos roubaram o corpo de Cristo para dizerem que o mesmo ressuscitou. O que eles faziam? Negavam de forma inegociável que fizeram isso, eram mortos e perseguidos! Os romanos lhes ameaçavam das formas mais cruéis possíveis da época e eles não se curvavam diante de seus deuses e nem negavam Cristo. 
Isso prova a veracidade do cristianismo como um todo? Não. Mas é um sério indício de honestidade e sinceridade de pessoas que conviveram com Jesus Cristo. 

O testemunho dos mártires fala mais do que os textos bíblicos, por isso é importante ler a vida dos santos e o catecismo antes de ler a Bíblia em si (lembrando que o velho testamento deve ser lido a luz do novo). Ler o catecismo e ir a missa todo dia já seria o suficiente para em três anos termos lido a Bíblia inteira da maneira correta. 

                       

Outro fator que me atraiu no catolicismo mais do que no protestantismo (sim, houve uma época que eu estava bem atraído pelo luteranismo). Foi o fato de que o protestantismo perseguiu católicos de uma maneira feroz, os romanos (Nero), os bárbaros, judeus (não sou anti semita e nem anti sionista), seitas, o comunismo, o liberalismo, o islã (até hoje). Enfim, o cristianismo esta de pé a 2.000 anos com TODOS os inimigos e reafirmando SEMPRE tudo aquilo que os primeiros apóstolos disseram.

Detalhe sobre esta questão do testemunho dos apóstolos e primeiros mártires: Iam de dois em dois para terras longínquas em uma época que não havia internet e testemunhavam as mesmas coisas sem registro escrito e apenas oralmente. Isso é tido para nós católicos, como uma ação do espírito santo!


Esse post é inspirado em toda esta discussão gerada pelo Izzy Nobre, Canal Dois dedos de teologia e o canal do Leonardo Olivaria (Conde Louppex).
Eu não sou um especialista em nada, podem corrigir pequenos equívocos de meu texto à vontade.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

A necessidade de nos desapegarmos da compulsão por expressarmos opiniões


Tem havido uma crescente adesão a um estilo de vida mais minimalista (acho isso legal) e um estilo de vida mais desapegado de bens materiais. Na era da internet é bem mais fácil preenchermos nossas mentes com outros temas que substituem a compulsão pelo consumismo, existem pessoas que se sentem bem quase sem nenhum móvel ou tralha em casa desde que tenha tecnologia a sua mão. 
       

                     
É ótimo que a tecnologia esteja nos ajudando nisso, mas e toda a tralha que colocamos em nosso cérebro e nossa alma?
 Eu particularmente tenho meu cérebro poluído todo dia porque sou um consumista de informações, existem literalmente milhares de pessoas postando e vejo a toda hora a timeline do meu facebook com coisas úteis e fúteis. Até que ponto isso não é uma transferência de nosso impulso consumista de bens materiais para o ato de consumirmos informações inúteis. O apego por bens materiais é tão prejudicial quanto o meu e o seu apego por emitir opiniões o tempo todo? 
         

Não deveríamos ser mais minimalistas também com aquilo que consumimos intelectualmente? Ter várias redes sociais ou utiliza-las toda hora, estar sempre conectado as pessoas virtualmente e conversando não prejudica as conversas reais? Até que ponto não transferimos o apego aos bens materiais para o apego a "conhecidos" de nossas redes sociais?
           


Antigamente as pessoas se exibiam com um carro do ano, com celulares (isso tem diminuído), com relógios, etc... Hoje na era da "revolução" e do "idealismo" corremos o risco de sermos exibicionistas com diversas "causas", queremos mostrar como somos engajados em TUDO e como podemos dar opinião sobre TUDO. Hoje não compramos, mas aderimos a "pacotes comportamentais e de opiniões". Não sabemos o que dizer? Consumimos o vídeo de um youtuber teen ou qualquer idiota para repetir aquilo como um mantra.  Até que ponto também esta ânsia por minimalismo e desapego dos bens materiais não esconde a necessidade de sermos desapegados de tantos estímulos em nossos cérebros? Chamo isso de "tralhas cerebrais". Da mesma forma que as vezes temos vontade de nos livrarmos de tudo ao nosso redor porque sentimos o ambiente poluído visualmente, há pessoas que desejam livrar-se de si mesmas de tão poluído que esta seu cérebro e sua alma!



 Mas será que não bastaria que filtrassem os estímulos? Luz artificial o tempo todo nos nossos olhos, sons de aparelhos tecnológicos que nos condicionam, pessoas mostrando o tempo todo que tem opiniões sobre tudo e que nos fazem pensar que também devemos ter.

          

O problema nem sequer é ter opinião, mas sentir que é necessário emiti-la a todo momento. E se nos desapegássemos de nós mesmos e parássemos de nos por no lugar de Deus? E se esquecêssemos um pouco da necessidade que criamos de transformar nossos pensamentos em perguntas e ceticismo o tempo inteiro? Não seria mais fácil aderir mais a ação e dela tirarmos inspiração até mesmo para a escrita? 

Será que o sentido da nossa vida esta contido nela mesma? O sentido da existência de um lápis esta fora dele, é escrever. O nosso sentido da vida não estaria contido no próximo? Não saímos de nós mesmos quando encontramos o próximo? 
             

Diversos pensadores já falaram sobre isso: Schopenhauer, Viktor Frankl, filósofos gregos, os budistas acreditam na conquista do fim do sofrimento quando esquecemos totalmente de nós mesmos e nos entregamos aos outros (deixando de lado todas as nossas vontades pessoais), vivendo o presente e tendo como certeza que o passado é lembrança e que o futuro é imaginação. Da mesma forma os próprios santos viviam assim, Cristo vivia assim! No cristianismo se acredita que o sofrimento não acaba até morrermos, mas que de certa forma deixamos de sofrer quando nos doamos ao próximo. 
Esse tipo de pensamento e reflexão é o que me faz pensar: Eu não deveria ser minimalista materialmente e MENTALMENTE também?

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Quarenta dias sem Facebook

Parece algo realmente bobo, mas esta foi minha decisão durante a quarema: Passar quarenta dias sem o Facebook e entrando algumas vezes apenas para acertar alguns detalhes em relação a escola de oração da Casa de Santa Terezinha e em casos de "emergência".

 Sinceramente? Nos primeiros dias tenho sentido uma abstinência imensa, até comecei a pesquisar sobre esta compulsão. Faço parte da geração que tem as redes sociais como uma extensão do próprio corpo e como uma espécie de "link cerebral". Parece que sinto falta de algo, sinto irritabilidade, vontade de desistir. É literalmente como se houvessem retirado um sentido de meu corpo!

Sou obrigado a me deparar com meu próprio "eu" diversas vezes, em um "deserto" onde inevitavelmente acabo ficando mais atento a pequenas coisas e pecados que não me incomodavam tanto antes. Por exemplo: A curiosidade inútil, vontade de manifestar meus pensamentos e receber aprovação somente para não sentir que sou eu apenas a pensar de certa forma.

Como válvula de escape e para não ficar totalmente incomunicável, ainda utilizo o web messenger do Facebook e o Whatsapp (nesta rede social nunca fui compulsivo), vivo a excluindo. Tenho lido o livro "Confissões" de Santo Agostinho e ele tem me dado forças neste momento. O tempo que gasto com conversas que não me edificam, lendo sobre curiosidades e reclamações mundanas e materialistas poderia ser utilizado em oração, estudo, leitura, labor, algo de útil para o meu próximo.

Eu não sei exatamente o que da prazer em estar nas redes sociais, embora já tenha lido algumas razões na internet! É realmente algo que deveria ser estudado com mais seriedade. Inquieta o espírito, nos torna excêntricos (no sentido de que nos tira de nosso próprio centro), serve como válvula de escape para não nos observarmos. Não nos deixa sozinhos jamais, como consequência acabamos longe de Deus. O que me fez tomar esta decisão? Ia simplesmente deixar de comer algum alimento durante quarenta dias. Até que li um texto do Padre Rodrigo Maria onde ele nos lembra que a nossa abstenção deve ser algo que realmente nos incomode e que nos lembre a cada segundo do porque estamos sentindo este incômodo voluntário.
 Diversas vezes durante minha tentação de desistir, lembro disto:

"Novamente o transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles.
E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares.
Então disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás". - Mateus 4,8,10